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INSTITUCIONAL
"Nossa história... a sua história na profissão"
História
ASB e TSB: uma história de trabalho, reconhecimento e luta por valorização
A história dos Auxiliares em Saúde Bucal (ASB) e dos Técnicos em Saúde Bucal (TSB) acompanha a própria transformação da Odontologia brasileira.
Muito antes de essas profissões receberem os nomes atuais, homens e, principalmente, mulheres já trabalhavam ao lado dos cirurgiões-dentistas, preparando materiais, organizando os consultórios, auxiliando nos procedimentos e participando do cuidado aos pacientes.
Com o crescimento dos serviços odontológicos, ficou cada vez mais evidente que o trabalho do cirurgião-dentista não poderia ser realizado de forma isolada.
A Odontologia passou gradualmente a incorporar o conceito de equipe de saúde bucal, com divisão de tarefas, maior organização do atendimento e participação de profissionais auxiliares.
Estudos sobre a evolução do trabalho odontológico mostram que a utilização de auxiliares permitiu ampliar a capacidade de atendimento e tornou o trabalho clínico mais organizado e eficiente.
Durante muitos anos, porém, esses trabalhadores não possuíam o reconhecimento profissional que hoje existe.
As denominações mais conhecidas eram Atendente de Consultório Dentário (ACD) e Técnico em Higiene Dental (THD).
Na década de 1980, o Conselho Federal de Odontologia começou a estabelecer regras mais específicas para essas atividades.
A Resolução CFO nº 157, de 31 de julho de 1987, já disciplinava atribuições relacionadas ao Técnico em Higiene Dental e ao Auxiliar de Consultório Dentário.
Posteriormente, a regulamentação administrativa das categorias também passou a integrar as normas dos Conselhos de Odontologia, inclusive na consolidação aprovada pela Resolução CFO nº 185/1993.
Esse período foi importante porque representou um avanço na definição das funções de cada integrante da equipe odontológica.
Mas ainda faltava uma conquista fundamental: uma lei federal reconhecendo e regulamentando expressamente as profissões.
Ao mesmo tempo, o papel desses trabalhadores ganhava importância dentro da saúde pública.
A implantação e expansão do Sistema Único de Saúde modificaram o conceito de atendimento odontológico, fortalecendo ações de prevenção, educação e promoção da saúde, além do atendimento clínico tradicional.
A participação dos profissionais auxiliares tornou-se especialmente relevante com a ampliação das equipes de saúde bucal na atenção básica.
Em 2004, a criação da Política Nacional de Saúde Bucal, conhecida como Brasil Sorridente, representou outro marco importante. A política ampliou o acesso da população aos serviços odontológicos e fortaleceu as Equipes de Saúde Bucal dentro do SUS.
Com isso, auxiliares e técnicos passaram a ocupar uma posição ainda mais importante nas ações de prevenção, educação em saúde, biossegurança e assistência odontológica.
A lei representou um divisor de águas.
A partir dela, ASB e TSB passaram a contar com atribuições profissionais definidas em legislação federal, além da obrigação de registro no Conselho Federal de Odontologia e de inscrição no respectivo Conselho Regional.
A legislação também estabeleceu claramente os limites de atuação das duas categorias e a necessária supervisão profissional nas atividades clínicas.
Ao Auxiliar em Saúde Bucal foram atribuídas funções como preparar o paciente para o atendimento, auxiliar e instrumentar os profissionais durante intervenções clínicas, manipular materiais odontológicos, preparar modelos, desenvolver ações de promoção da saúde e adotar medidas de biossegurança.
O Técnico em Saúde Bucal recebeu atribuições adicionais, compatíveis com sua formação técnica.
Entre elas estão a participação em ações educativas e epidemiológicas, aplicação tópica de flúor, remoção de biofilme, supervisão de auxiliares sob delegação, realização de determinadas atividades clínicas previstas em lei e atuação em ambientes hospitalares.
A regulamentação não significou apenas uma mudança de nomenclatura.
O antigo Auxiliar de Consultório Dentário passou a ser reconhecido como Auxiliar em Saúde Bucal, enquanto a antiga denominação de Técnico em Higiene Dental deu lugar ao Técnico em Saúde Bucal.
A mudança refletiu uma transformação maior: esses profissionais deixaram de ser vistos simplesmente como trabalhadores de apoio ao consultório e passaram a integrar formalmente uma equipe de saúde.
Essa visão está presente também na organização atual do SUS, em que as Equipes de Saúde Bucal participam da Atenção Primária e desenvolvem ações preventivas, educativas e assistenciais.
Hoje, ASB e TSB estão presentes em consultórios particulares, clínicas odontológicas, hospitais, unidades básicas de saúde, serviços públicos e diferentes programas de promoção da saúde.
São profissionais diretamente ligados à segurança do atendimento, ao controle de infecções, à organização dos procedimentos e à qualidade da assistência prestada ao paciente.
Mas a regulamentação profissional não encerrou a história da categoria.
Ela abriu uma nova etapa.
O reconhecimento legal precisa caminhar junto com o reconhecimento econômico, social e trabalhista.
Entidades sindicais da própria categoria já destacam atualmente temas como valorização profissional, direitos trabalhistas, remuneração, capacitação e condições adequadas de exercício da profissão.
Entre os grandes desafios para os próximos anos está justamente fazer com que a importância técnica e social desses trabalhadores seja refletida em melhores condições de trabalho.
A discussão sobre remuneração digna, jornada, benefícios, segurança ocupacional e planos de carreira deverá permanecer no centro da organização coletiva da categoria.
Outro desafio será acompanhar a rápida transformação tecnológica da Odontologia.
Digitalização de prontuários, radiologia digital, escaneamento intraoral, novos equipamentos, inteligência artificial e novas técnicas clínicas exigirão formação permanente e atualização profissional.
A tecnologia deverá modificar tarefas, mas não elimina a necessidade de profissionais qualificados ao lado do paciente e do cirurgião-dentista.
Ao contrário: quanto mais tecnológica se torna a Odontologia, maior tende a ser a necessidade de equipes preparadas para operar processos, garantir biossegurança e oferecer atendimento humanizado.
Também será necessário ampliar o conhecimento da própria sociedade sobre quem são os Auxiliares e Técnicos em Saúde Bucal.
Muitas vezes, o paciente conhece o cirurgião-dentista, mas não sabe identificar o profissional que prepara o ambiente, controla materiais, auxilia durante procedimentos e participa diretamente de sua segurança e acolhimento.
Dar visibilidade a esse trabalho é também uma forma de valorização.
Por isso, a história dos ASB e TSB ainda está sendo construída.
Foi uma trajetória que começou com trabalhadores muitas vezes vistos apenas como ajudantes de consultório, avançou para o reconhecimento técnico e chegou à regulamentação federal em 2008.
Agora, o próximo capítulo precisa ser o da valorização profissional plena.
Defender condições dignas de trabalho, remuneração justa, qualificação permanente, respeito às atribuições legais e representação sindical forte significa defender não apenas uma categoria profissional.
Significa também defender a qualidade da Odontologia e da saúde bucal oferecida à população brasileira.
ASB e TSB fazem parte da história da saúde bucal no Brasil — e serão fundamentais para construir o seu futuro.
Gestão 2025-2027

Ana Simplício
Presidente

Fernanda de Silva Braga Cervi
Secretária Geral

Roserli Lima da Luz
Tesoureira

Christiane de Souza Gomes Rocha
Presidente

Lorrayne Simplicio Braga
Diretora de Patrimônio

Rosimere Ramos da Silva
Diretora de Formação e Política Sindical
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Luciana Vieira de Almeida
Diretora de Comunicção e Políticas Sociais
Conselho Fiscal

Lucimara da Silva Correa
Conselho Fiscal Titular

Isabel Alves Mendes
Conselho Fiscal Titular

Viviane Pereira Santos
Conselho Fiscal Titular

Eliana de Cássia Félix
Conselho Fiscal Suplente

Sindicato dos Técnicos de Higiene Dental, Técnicos e Auxiliares em Saúde Bucal, Técnicos e Auxiliares em Prótese Dentária, Trabalhadores em Odontologia do Estado do Espírito Santo. CNPJ:10.480.386/0001-30
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Segunda à Sexta
13:00 pm – 18:00 pm